Mostra fotográfica Inquietudine, Napoli
Museo di Capodimonte, Via Miano 2, 80131 • Napoli/ • Brasil
08/11/2011 à 11/12/2011
A partir de 8 de novembro até 11 de dezembro de 2011 no Museo di Capodimonte em Nápoles estará em exposição a mostra fotográfica Inquietudine do brasileiro Salvino Campos, promovida pela Superintendência Especial para o Patrimônio Histórico, Artístico, Etnoantropológico e pelo Polo Museale della Città di Napoli, curada por Angela Tecce.
Organizada pela Associazione Culturale ArteAs de Maurizio Siniscalco, a mostra apresenta 25 fotografias inéditas realizadas em exclusiva para a ocasião: retratos de situações non-quiete, a transitoriedade de pessoas e lugares simbolizando não apenas o movimento físico e material mas também mental, como uma busca constante pelo que falta.
São recorrentes os temas da viagem, da mudança e portanto, dos lugares que por definição representam o cenário natural da passagem das multidões: estações, aeroportos, trens, metrôs, museus, ruas. Olhares e vultos perdidos na rotina cotidiana, gestos cansados e mãos que contam histórias, corpos em movimento ou estáticos a espera da próxima parada. A sensação, frequentemente a certeza, de sentir-se sozinho na multidão.
“O jogo de olhares – escreve Angela Tecce – esquivos ou interligados com os companheiros de viagem, perdidos em si mesmo ou atentos observadores das minúcias irrelevantes, desconexos mas infalíveis para evitar colisões com desconhecidos, fixos em trajetórias invisíveis ou jogados para além de barreiras impenetráveis...que se destaca apenas um, aquele, curioso ao limite da indiscrição, que um garoto joga para a visitante de Capodimonte – também o museu se torna um metafórico ‘meio de viagem’ - no qual o vulto parece procurar as razões de uma grandeza para ele incompreensível”.
Assim o silêncio das salas de um museu como Capodimonte ou de um binário na estação de trem pela manhã, se contrapõe aos ruídos de fundo de uma estação lotada de pessoas a procura do próximo destino ou simplesmente da saída.
25 história para 17 cidades: saindo de São Paulo em 2009 e passando por Pequim, Buenos Aires, Lisboa, Nova Iorque, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Berlim, Xangai, Veneza, Brasília e Istambul. Uma variedade heterogênea de cenários, de histórias e de homens que tem em comum o sentimento de falta, o desejo de “alguma coisa” que não possuem e não renunciam a busca.
Salvino Campos nasceu no Brasil em 1970 no estado de Minas Gerais, onde iniciou sua atividade de fotógrafo em 1992, quando se muda para Porto Alegre e, em 1995 expões pela primeira vez. No mesmo ano vai para Brasília. Trabalhará como assistente no campo da publicidade e da moda amadurecendo e adquirindo a possibilidade de experimentar e adotar modos particulares de trabalho, como o estudo da luz e o uso de grandes formatos, expressões próprias das fotos publicitárias. Em 2000 Campos se transfere a Nápoles, a qual se torna sua cidade por adoção e um divisor de águas em sua carreira artística. Atualmente o artista vive e trabalha entre Nápoles e Rio de Janeiro.
Segundo Henri Cartie-Bresson, a fotografia é um “modo para compreender”, Campos está na busca continua de uma síntese entre arte e reflexão político-social, dando vida a um percurso original segundo uma estrutura flexível que se presta a afrontar temas e linguagens variadas.
Depois da etapa napolitana a mostra virá para o Brasil. A visitação em Capodimonte é aberta todos os dias (exceto quartas-feiras) das 14h30 às 19h30. Ingresso: 7,50 euros (museu e mostra).
Contato de assessoria: sspsae-na.uffstampa@beniculturali.it